Brasília - Presidente Dilma Rousseff durante encontro com juristas contrários ao impeachment, no Palácio do Planalto (José Cruz/Agência Brasil)

Crise de legitimidade

Estamos em uma época muito conturbada da política brasileira e as discussões têm se tornado cada dia mais passionais de ambos os lados (pró/contra governo federal). Felizmente participo de alguns grupos que ainda discutem as questões políticas no âmbito das ideias e isso me estimulou a voltar a escrever neste blog.

Em um dos grupos sugeriram a leitura da seguinte matéria da BBC (http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160322_partidos_referendo_rs). Nela o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirma que: “O governo padece de uma crise de legitimidade”.

PESQUISANDO POR AÍ

Moro em Santa Catarina e, por aqui, o clima é praticamente de torcida organizada contra PT-Dilma-Lula. Por isso, quando tive a oportunidade de visitar dois municípios baianos no último final de semana fiz questão de perguntar a diversas pessoas de lá sobre o que pensam sobre o governo e sobre o Lula. Cheguei a me impressionar pelo fato de que quase todos os “entrevistados” relataram que já votaram no PT, mas que estavam descontentes e não votariam novamente.


NÃO VAI TER GOLPE

Enquanto isso, petistas e aliados políticos continuam entoando gritos de “não vai ter golpe” por todo o país. A questão fundamental é: Será que pode haver golpe a favor da vontade popular? Se observarmos nossa Constituição vamos encontrar logo no artigo 1º a seguinte expressão: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. O povo brasileiro tem clamado por uma oportunidade de exercer diretamente o seu poder, uma vez que não aceita mais os representantes eleitos para governar o país.

A ideia de impedimento de Dilma pode até ser frágil por alguns pontos de vista, mas a de destituí-la do cargo e do poder de governar é plenamente justificável e absolutamente democrática. Então, realmente, não vai ter golpe, independente de qual será a resposta do Congresso ao processo de impeachment. Como já nos diria Rousseau em Do Contrato Social:

Somente a vontade geral tem possibilidade de dirigir as forças do Estado, segundo o fim de sua instituição, isto é, o bem comum”.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s