HABITAÇÃO
Na quinta-feira li algumas matérias sobre a questão da habitação, mas não consegui tempo para comentá-las na sexta-feira.
“Governo aprovou a ampliação de recursos do FGTS destinados ao subsídio [para habitação] para quem ganha até cinco salários” (Diário Catarinense)
No início do ano passado pesquisei bastante a respeito dos financiamentos de imóveis, principalmente pela Caixa Econômica. A constatação foi que é muito difícil achar imóveis que satisfaçam as condições para o financiamento, principalmente para quem não tem uma renda familiar muito grande. No fundo, parece que a oferta de imóveis é muito menor que a procura.
Só como curiosidade, no mesmo dia, o Jornal português Público (edição de Lisboa) estampava em sua capa a seguinte manchete: “Há em Portugal 40 mil famílias com necessidade imediata de casa”. O problema não é só aqui no Brasil.
SEGUNDO TURNO
Fabrício Wolff comentou em seu blog o fato de Blumenau ter segundo turno nas eleições desse ano. Para ele, “parece que os partidos menores (não aqueles beeem menores cujos filiados cabem numa Kombi) não se deram conta de que lançar candidatura própria a prefeito no primeiro turno pode valorizar o passe da sigla no segundo”. Na verdade isso é algo que ouvimos muito por aí, mas os partidos pequenos também não podem pensar em lançar candidatos sem ter pelo menos um nome de projeção, que não vire um fiasco eleitoral. Pois, nesse caso, a estratégia pode ter o efeito contrário.
SERVIÇOS BÁSICOS
Tenho ouvido muitas reclamações nas rádios de Blumenau a respeito da coleta de lixo e da iluminação pública. Cidadãos revoltados com a situação acabam falando mal da prefeitura como um todo. Hoje pela manhã, uma ouvinte dizia que a “prefeitura é nula”. Nessas horas nem adianta falar de grandes obras, o cidadão quer é ver seu lixo sendo recolhido ou um poste de luz na sua rua. Só o básico.
SUB-EMPREGO
Há algum tempo escrevi sobre os estágios aqui no blog. O tema é um dos tópicos mais acessados desde que migrei para o wordpress. Na semana passada, me surpreendi com um comentário indignado de um leitor.
Ricardo: “Estou saindo de um estágio hoje devido a abusos e maus-tratos. As humilhações são rotina e tarefas como “atender clientes”, entregar correspondências, arumar a bagunça que fazem no escritório e outros abusos viraram rotina, num lugar onde deveria eu aprender mais sobre trabalhar com textos. Desisto, pois passo horas por dia dentro de um carro para chegar a tempo, a carga horária é abusiva e muitas vezes ainda tenho que ficar fazendo horas extras (SEM remuneração, é bom frisar), sem contar os sapos que tive que engolir diariamente durante este mês (“ah, tinha que ser esse estagiário burro”). Chega, também não sou palhaço!”


