Thiago Floriano (para o www.duelodeescritores.com)
07/fevereiro/2008
cede-me o fôlego
que ora me tomas
procura o outro
se é brasa ou chamas
um novo lado
para o todo abstrato
sem sede, sem fome
enrijeço calado
e nada me toca
insensível o tato
outrora estivera em caminho ousado
não vira que a terra, carne consome
perdera mormente sentidos, de fato
mas a consciência também se desfoca
se vou pr’outro lado
já não te percebo
não tenho nenhum elixir encantado
talvez uma água tomo, placebo
mas nem absorve este corpo inerte
somente idéias à mente compete
devolve-me o fôlego
ó, certeza ingrata
se ficas na espreita
és vil e poderosa
deixa-me ir dessa vida barata
num simples regresso de passo trôpego
a partida se faz, ao menos, honrosa
percebo uma história de glória já feita
e volto anuente à singela nulidade
de minha própria finitude…
… mais nada



Quinta-feira, 8 - Maio, 2008 às 11:35 am |
[...] » Em-fim [...]